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MERIDIANO DA CIRCULAÇÃO-SEXUALIDADE

      Esse canal está em estreita ligação com o Coração, e seus aspectos funcionais, sobre o qual exerce função protetora, protegendo-o contra tensões, choques, etc. Não é à toa que tanto um quanto outro Meridiano possuem trajetos semelhantes, sendo o do Coração ao longo da face interna, e o da Circulação-sexualidade na face média-interna dos membros superiores. Não representa nenhum órgão, mas possui uma função reguladora, influenciando o coração, circulação e os órgãos sexuais.
      Compõe-se de nove pontos. Começa na região médio-superior do tórax, do lado externo do mamilo, segue em direção à parte interna do braço, antebraço, punho e palma da mão para terminar na extremidade do dedo médio.

Figura Meditação
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MERIDIANO DO TRIPLO AQUECEDOR

      Assim como o Meridiano ou Canal da Circulação-Sexualidade, este também não se associa a nenhum órgão específico. Possui importantes funções endócrinas, como a da tiróide, e também a de regular a temperatura do corpo.

      Possui 23 pontos. Começa na extremidade do dedo anular, segue pela região posterior da mão, punho, antebraço, e face mais externa do braço, sobe para o ombro e região da omoplata, segue para o pescoço, contorna o pavilhão da orelha, margeia o couro cabeludo e vai terminar na parte externa da sobrancelha.


VASOS MARAVILHOSOS

      Além dos doze Meridianos principais, que representam a Grande Circulação de Energia, temos também a Pequena Circulação de Energia composta por dois Meridianos chamados de Vaso Governador (Yang – sistema nervoso central) e Vaso da Concepção (Yin – sistema reprodutor):


MERIDIANO DO VASO GOVERNADOR

      Compõe-se de 28 pontos e tem início na bexiga, desce ao períneo, de onde saem três ramos, um externo e os demais internos. Existe também um quarto que vai até os hemisférios cerebrais.


MERIDIANO DO VASO DA CONCEPÇÃO

      O Meridiano do Vaso da Concepção está intimamente associado ao processo de gestação, pois nutre e comanda o útero. Compõe-se de 24 pontos e seu percurso começa no rim, desce até o períneo de onde sobe pela linha mediana superior até a região inferior do lábio, contorna-o para penetrar no maxilar superior e subir até o ângulo interno do olho. Possui ainda um ramo que vai dos rins até a coluna lombar, e outro, que sobe do períneo até o útero.

      São também conhecidos como Vasos Maravilhosos por se tratarem de vias alternativas que o corpo dispõe nos casos em que a energia não consegue fluir nos percursos normais. Deles se originam todos os demais Canais ou Meridianos, pois são os primeiros pares de canais formados ainda na fase embrionária. Sendo assim neles circulam principalmente a energia ancestral, que funciona tanto como energia de reserva quanto de defesa.

 

      Existem também outros seis Vasos Maravilhosos:

- VASO DESOBSTRUTOR
- VASO CINTURA
- VASO DE LIGAÇÃO YIN
- VASO DE LIGAÇÃO YANG
- VASO DO MOTILIDADE YIN
- VASO DO MOTILIDADE YANG

 

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    Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

    "Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

    Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranqüilidade.

    Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua refletida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de ação e, assim, podemos transformá-los.


Dicas para a prática

    A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

    Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.

    Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.

    Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.

    Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.

    A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.

    Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

 


Carolina Caldas Demori
Professora de Educação Física