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DR. RONALDO AZEM 1 - Voce se formou em Medicina e fez residencia médica em Clínica Geral. O que o levou a optar pela Acupuntura em uma época em que mal se falava nisso no Brasil? Acredito que o fator principal foi o fato de eu ter ingressado na Faculdade de Medicina no ano de 1972, o mesmo ano em que os Estados Unidos reataram as relaçoes diplomáticas com a China. Em histórica visita a esse país asiático, um membro da comitiva americana foi beneficiado por procedimento com base em Acupuntura. Em se tratando de América do Norte, as notícias desse feito se espalharam pelos quatro cantos do mundo, iniciando a divulgaçao dessa técnica para o mundo ocidental. Ou melhor, reforçando movimento que já havia começado na França em meados do século passado e em alguns países da antiga “Cortina de Ferro”. Outro fato determinante foi a migraçao para o Brasil de profissionais de altíssimo gabarito de origem européia e asiática com os quais tive a oportunidade de ter contato. Eles trouxeram para cá uma técnica de altíssimo nível, o que faz hoje em dia ser praticada em nosso país uma das melhores formas de acupuntura no mundo! 2 - Em 1992 a Acupuntura foi reconhecida como Ato Médico e tres anos depois como especialidade médica. Voce é uma das pessoas que muito contribuiu para esse reconhecimento. Como ve a situaçao atual da Acupuntura no Brasil ? Sem dúvida, e por isso esse fato foi identificado há tanto tempo. A Acupuntura é um Ato Médico, pois requer uma Propedeutica, que é o caminho percorrido do início do diagnóstico – descoberta da causa da doença – até o fim do tratamento – trata a doença, passando pelo processo de avaliaçao científica a evoluçao do paciente e sua respectiva alta. Mas o fato realmente marcante e relevante para a Acupuntura brasileira foi ter se tornado uma especialidade médica em 1995. Isso possibilitou a realizaçao de concursos públicos de Acupuntura, a expansao dos serviços de Residencia Médica na especialidade, fazendo com que se melhorasse consideravelmente o qualitativo e o quantitativo científico dessa técnica. E colocou a Acupuntura do nosso país num patamar das melhores e mais respeitadas do mundo. Para que haja um real avanço em direçao ao que chamo de “delimitaçao do campo de açao” da Acupuntura, e delimitar nao é limitar, ao contrário, é, a partir dos resultados obtidos, avançar, devemos entende-la em sua essencia como Medicina, mas também como saúde. Para tal, repito, é urgente que elaboremos um plano de delimitaçao de seu campo de açao técnico-científico. Ou seja: o que a Acupuntura pode tratar mais e melhor, e a delimitaçao do campo de açao profissional, quem pode (categoriais profissionais de saúde) tratar o que. 3 - A Acupuntura, em seu arcabouço teórico, parte da concepçao dos Cinco Elementos e do Yin/Yang. Essas teorias dao conta de uma enormidade de desarmonias no funcionamento do corpo humano. É possível comprovaçao científica da Acupuntura? Como é essa metodologia? A Acupuntura por ser procedimento vitalista, ou seja, harmonizador, com poder de equilibrar o indivíduo, funciona muito bem para medidas preventivas. É notório o hábito saudável da cultura chinesa de fazer tratamento preventivo nao só por Acupuntura, mas também por ervas, massagens e Dietética Energética, a cada entrada de estaçao. Hoje em dia supomos terem sido naquela época os estresses sazonais e climáticos os maiores distúrbios de saúde e, inclusive, de formaçao e instalaçao de doença. Atualmente, ao lado dessa forma de acometimento climático, estamos sujeitos diuturnamente ao estresse objetivo da vida atribulada moderna, além dos fatores ambientais como a poluiçao e violencia, direta e indireta. Em todos esses casos a Acupuntura está muito bem indicada. É importante citar a propriedade desse método terapeutico para os distúrbios provocados pelo hoje nefasto e “endemico” sedentarismo. 4 - Como voce leva a questao da prevençao de saúde para além das paredes do consultório? Isto é um aspecto que creio ser fundamental na questao do Vitalismo. Situarmos a questao da saúde para espaços mais amplos, evitando primordialmente cairmos no que eu chamo de excesso de “acupunturizaçao”. Antes que o paciente corra para o consultório e deposite nas maos do médico o poder de sua cura, é preciso estimular o paciente a ser, digamos, menos paciente. Ser ele mais agente de seu próprio processo de cura. E neste sentido venho trabalhando arduamente com o meu projeto Movimento Vital para que ele crie condiçoes de ter sua autonomia em saúde .
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DR. DANIEL BENCHIMOL 1- Seu livro "Diabetes Tudo que voce precisa saber" foi lançado em abril, já está em sua segunda ediçao e é o livro mais vendido da Editora Best Seller. A que voce atribui tal repercussao? Este livro foi escrito com a pura intençao de ajudar as pessoas, de forma sincera e objetiva. De algum modo isto deve ter sido percebido. Dai uns indicarem o livro para seus entes queridos. 2 - Em seu livro voce diz que "o problema é que suportamos bem o excesso de glicose", pois demora muito a se evidenciarem os sintomas da doença. Seria entao fundamental o exame de sangue anual para se tratar a doença logo no inicio? Todo mundo sabe que a Diabetes é uma doença silenciosa e que portanto quando os sintomas já estao presentes ela já passou muito tempo sem que o diagnóstico tenha sido feito. Nesse sentido é importante que após os 20 anos se inclua o exame de glicose na sua rotina de exames periódicos. 3 - Qual a importância da insulina para o organismo? A insulina é o hormonio responsável pelo aproveitamento da energia dos alimentos pelo nosso corpo. Ela tem a sua funçao de introduzir açúcar dentro da célula para que este seja transformado em calor e energia. A insulina é o principal hormonio anabolizante tendo papel ativo para formaçao de proteinas e gordura. 4 - Quais seriam as maiores preocupaçoes para um diabético? A primeira delas é manter sua taxa de glicose entre 70 e 99 mg% em jejum e de 70 a 140 mg% duas horas após as refeiçoes. Por outro lado deve-se proteger o coraçao controlando o peso e tendo uma boa atividade física. 5 - O desconhecimento sobre a diabetes seria um dos fatores para o quadro atual de agravamento da doença no mundo ? Sim. A diabetes é uma condiçao em que nao se limita apenas a tomar remédios. A informaçao faz parte integrante do tratamento. Através dela o paciente terá a capacidade de fazer as escolhas mais acertadas. 6 - No Brasil, além desse desconhecimento, existe também a falta de informaçao dos próprios diabéticos sobre seus direitos, como por exemplo, o de lutar através da Justiça pelo fornecimento de medicaçao e de aparelho para controle de glicemia ? Sim. Na verdade a saúde é um direito de todos e deve ser mantida pelo governo municipal. Toda vez em que faltam remédios e insumos o estado deve ser acionado judicialmente. 7 - Existem associaçoes de diabéticos ? Quais sao suas atribuiçoes ? As associaçoes agregam e defendem as demandas dos seus associados. Elas tem funçao educativa, de troca de experiencias, de abraçar a causa, etc.
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