1- No Brasil a Acupuntura é reconhecida?
Desde 1995, o Conselho Federal de Medicina a reconheceu, através de sua Resolução nº 1.455, como especialidade médica. Este ano, outro importante passo foi dado para ampliação dos benefícios para público mais amplo e carente de recursos para o tratamento: o Ministério da Saúde instituiu, pela Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006, a Acupuntura nas redes públicas de hospitais através do Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Paulo, essa prática milenar já é uma cadeira opcional da tradicional Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
2 – Muitas pessoas têm medo de agulha. A da Acupuntura dói?
Primeiramente é preciso observar que as agulhas da Acupuntura difere da hipodérmica – aquelas usadas em injeção e vacinas – por não serem ocas, já que não são feitas para injetar medicamentos. Sendo assim, são extremamente finas. E com as inovações tecnológicas têm se tornardo ainda mais finas. Outra diferença é que geralmente não são introduzidas tão profundamente quanto às hipodérmicas. Entretanto, algumas vezes um ponto mais sensível ou um nervo mais superficial pode ser atingido.
3 – As agulhas são seguras quanto à contaminação?
Elas são descartáveis. O paciente pode adquirir um kit de agulha a cada sessão de acupuntura ou ter seu próprio conjunto de agulhas.
4– A Acupuntura só trata dor ou tem outras indicações?
Realmente a Acupuntura tem sido muito divulgada pela sua eficácia no tratamento da dor ligada ao sistema músculo-esquelético, como problemas na coluna, tendinites entre outros. Mas sua atuação abrange um campo muito mais amplo que vai desde o controle da ansiedade, estresse, depressão, disfunções do sono, bronquite asmática, problemas menstruais, rinite, hipertensão, até seqüelas de AVC – acidente vascular cerebral e outros problemas neurológicos.
5 – E pode curar tudo?
Como toda e qualquer especialidade médica – e a Acupuntura já é reconhecida como tal – apresenta suas indicações e limitações. Converse com seu especialista sobre seu caso específico.
6 – Como se faz o diagnóstico?
Além das disfunções energéticas – chamadas de Padrões de Desarmonia – a acupuntura procura detectar disfunções orgânicas. Como sua abordagem é muito abrangente, o acupunturista realiza uma anamnese (relato do paciente sobre sua queixa principal, com informações sobre sua origem, quando surgiu etc.) muito bem detalhada e partir da qual já começa a se elaborar uma hipótese de diagnóstico. Mas a particularidade está no exame do pulso que é um segundo passo. De acordo com a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), nessa região do corpo (onde a Medicina Convencional Ocidental examina a pulsação) concentram-se todos os meridianos e pontos de energia do corpo. O exame da língua, sua cor, textura, também é exame complementar para um diagnóstico.
7– O tratamento por Acupuntura é feito só em clínicas e consultórios particulares?
Na rede pública já existem hospitais e ambulatórios que oferecem esse serviço. E também alguns convênios de saúde já têm acupunturistas entre seus credenciados.
8 – Qual a diferença entre Acupuntura e Aurículoacupuntura?
Enquanto na Acupuntura as agulhas são colocadas em várias regiões do corpo, na Aurículo-acupuntura os pontos estimulados são aqueles do pavilhão auditivo, mais popularmente conhecida como orelha. A orelha, região rica em nervos e vasos sanguíneos, apresenta pontos energéticos e meridianos de todo o corpo, sendo por isso também importante área de diagnóstico.
“A Energia se exprime porque se perde, esgota-se, porque funciona; também pode do mesmo modo tanto nutrir, exaltar, quanto enfraquecer ou destruir.”
Jean-Marc Eyssalet - extraído do livro “Shen ou o Instante Criador”, 2003 - Editora Gryphus
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